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Mesmo com a alta na taxa Selic, venda de imóveis no país segue em crescimento

Mesmo com a alta na taxa Selic, a venda de imóveis no país segue em crescimento. O total de novos imóveis comercializados aumentou 6,2% no primeiro trimestre de 2022, em comparação a igual período de 2021. Ao todo, foram vendidas 36.982 unidades de janeiro a março deste ano. O levantamento foi feito com 18 empresas associadas à ABRAINC, a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, em parceria com a FIPE, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

Os lançamentos de imóveis seguem o mesmo movimento. O crescimento, no período, foi de 2,2%, com 26.973 unidades. No primeiro trimestre de 2021, o número foi de 26.380 unidades.

Os lançamentos de imóveis de Médio e Alto Padrão (MAP) seguiram igualmente em expansão e cresceram 35,6%, com a chegada de 10.013 unidades no mercado. No mesmo período, os lançamentos do programa Casa Verde e Amarela (CVA) totalizaram 16.960 unidades (-10%).

Em relação às vendas, o MAP registrou um acréscimo de 109% no número de imóveis comercializados no primeiro trimestre (9.553 unidades). O CVA somou 26.942 unidades vendidas (-9%).

Considerando os últimos 12 meses, encerrados em março de 2022, o número de unidades lançadas subiu 20,1%, ante o mesmo período de 2021, e totalizou 154.315 novos imóveis. As vendas realizadas entre abril/21 a março/22 também superaram às ocorridas no período anterior em 0,7%, com 145.735 unidades comercializadas.

“O mercado imobiliário segue como um dos protagonistas no processo de recuperação da economia brasileira. O brasileiro vê a compra do imóvel como uma forma de proteger parte do patrimônio da alta inflacionária, assim como obter ganhos reais no longo prazo”, afirma o presidente da ABRAINC, Luiz França.

Segundo ele, os empreendimentos atraem cada vez mais compradores e investidores, que veem maior vantagem nesses investimentos em relação às aplicações financeiras tradicionais.

“Pesquisa recente de Intenção de Compra feita pela ABRAINC indica que 34% dos entrevistados têm a intenção de comprar imóveis nos próximos 12 meses”.

Fonte: Valor Investe

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