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GRI Residencial 2021: ano será o melhor da história para o setor

 Por Henrique Cisman para GRIHub

Neste mês de agosto o GRI Group realizou a primeira reunião presencial, exclusiva para membros, com o objetivo de discutir o mercado imobiliário brasileiro. 

Gustavo Favaron, CEO do GRI, foi o responsável pela a primeira sessão do dia e trouxe o panorama do mercado residencial com foco nas mudanças ocorridas durante a pandemia e no que se pode esperar em termos de desempenho para os próximos meses. A moderação foi realizada pelo sócio da Brain Inteligência Estratégica, Fábio Tadeu Araújo, com as participações de Maristella Diniz, managing director da GTIS Partners, Rafael Menin, presidente da MRV, e Régis Dall’Agnese, sócio da gestora RB Capital.

Entre pontos de atenção e fatores de otimismo, o destaque do painel foi o entusiasmo com o atual momento do mercado residencial brasileiro. Segundo os debatedores, este deve ser o melhor ano da história do setor e há um potencial de crescimento ainda maior para os próximos anos, condicionado ao equilíbrio de algumas preocupações atuais, como a disparada no preço dos insumos da construção.

“A maior preocupação efetiva é com o custo, e quando eu digo custo, ainda que os insumos sejam os mais relevantes no momento, também há uma apreensão com com o aumento dos preços de terrenos, que geram um impacto importante no projeto, e em menor intensidade com a subida da taxa de juros, que apesar de se manter no patamar de um dígito, acende uma luz amarela se estará mais perto de sete, oito ou nove por cento”, resumiu Araújo após o evento. 

Em relação ao descontrole de preços dos materiais, a expectativa unânime é de que haja finalmente uma desaceleração, como já aponta o Índice Nacional de Custo da Construção do mês de julho medido pela FGV – variação de 1,24% ante 2,3% no mês anterior. A leitura é que deve haver uma correção dos preços porque a valorização das commodities já “bateu no teto”, além da questão cambial mais controlada no momento.

Outro destaque é o excesso de capital no mundo, com reflexos diretos no Brasil, que já não depende mais exclusivamente do sistema bancário. Em outras palavras, se o projeto for bom, haverá funding disponível.

Mais um fator positivo é o desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado residencial brasileiro. O sócio da Brain exemplifica: “Na cidade de São Paulo, a despeito de termos um acumulado em doze meses de quase 80 mil lançamentos de unidades de 3 e 4 dormitórios, isso representa pouco mais de 10% do mercado quando somados, ou seja, está em falta. Três mil apartamentos de 3 dormitórios à venda em São Paulo é uma quantidade desprezível”.

No mercado econômico, cuja demanda pode ser considerada “infinita”, um dos assuntos comentados foi a possibilidade de aumento do valor limite das unidades, até para que a alta dos custos de produção seja melhor absorvida. 

Saiba mais:
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